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  • danielararipe

Como emagrecer com saúde?



Emagrecer não é fácil! Se você está lendo esse artigo, é muito provável que já tenha sentido isso na pele. Ao longo dos últimos 10 mil anos, o emagrecimento sempre foi sinal preocupante, significando privação

ou doenças. Desta forma, a evolução humana tentou criar defesas contra o emagrecimento. Essas defesas são fortes o bastante para superar nossa força de vontade. Somente há cerca de pouco mais que 50 anos, emagrecer tem se mostrado uma necessidade de saúde, a partir do momento que o aumento da incidência da obesidade na população ganhou proporções endêmicas.

Hoje, a ciência achou diversas formas de contornar a dificuldade para emagrecer. Invariavelmente, para emagrecer, é necessário que a pessoa passe a ”utilizar" mais calorias (energia) do que consome (come). Qualquer tratamento disponível visa potencializar esse efeito e nenhum atinge isso de forma instantânea e irreversível, sem investimento e esforço. Da mesma forma que demora, para uma pessoa se tornar obesa, fazer o sentido inverso nunca será imediato.


Diversas medicações já foram tentadas para auxiliar no emagrecimento. Algumas causando anorexia, algumas inibindo a absorção de nutrientes, algumas impedindo o funcionamento normal do trato digestivo e algumas aumentando a taxa de utilização de energia. Existem algumas propostas de tratamento que reúnem várias dessas medicações, em verdadeiros coquetéis. O acompanhamento rigoroso por profissional da saúde com preparação voltada para esse tema é fundamental para que esses tratamentos não acabem por trazer complicações, muitas vezes irreversíveis. A nova geração de medicações com efeitos emagrecedores, têm trazido bons resultados em pacientes selecionados, enquanto dura a administração das medicações, que no entanto, tem uma grande limitação de custo financeiro continuado.

A ideia de uma alternativa cirúrgica, surgiu ao se observar que a maioria das operações que envolve retirada de parte do estômago, acaba provocando perda de peso. Com isso, a partir da década de 70, foram elaboradas técnicas que permitem perda de peso sustentada, mas que traziam algumas limitações aos pacientes. Com a evolução das técnicas e equipamentos cirúrgicos utilizados, as limitações e riscos declinaram absurdamente. Hoje, por mais que traga um custo elevado do procedimento em si, todos os convênios concordam que é muito mais econômico cobrir a cirurgia que manter um associado obeso com todos os potenciais riscos à saúde que invariavelmente geram mais riscos e custos ao longo de alguns anos.

A cirurgia é considerado o tratamento padrão ouro para a obesidade severa e é aceita por todos os convênios regulamentados pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Pensando em uma realidade sem convênios de saúde, o custo envolvido com o emagrecimento alcançado pela cirurgia bariátrica, é menor que qualquer outro dos métodos citados, ao longo de 5 anos.

Com a ideia de diminuir a "agressão cirúrgica”, pensou-se em fazer procedimentos endoscópicos que permitissem o emagrecimento. Daí apareceram o balão gástrico e a gastropatia endoscópica. O balão pode permanecer até um ano no interior do estômago, restringindo bastante o volume de alimento tolerado e tem a vantagem de não precisar nem de internação hospitalar para a colocação. A gastropatia endoscópica, faz uma espécie de sutura pelo interior do estômago, reduzindo também o volume deste órgão e por conseguinte, a quantidade de alimento tolerada. Diferente do balão, não precisa ser retirada após um ano. Contudo, ambos os métodos endoscópicos, têm eficácia inferior ao da cirurgia, estando indicados para pacientes com graus menores de obesidade. A secção cirúrgica do estômago envolve uma mudança no padrão dos hormônios que controlam a fome e a saciedade. Esse mecanismo não é alcançado pelos métodos endoscópicos. Infelizmente, tal e qual os tratamentos farmacológicos, os métodos endoscópicos não são contemplados pelos planos de saude, trazendo um custo maior ao paciente que opta por essas vias.


Paralelamente a cada um dos métodos descritos, a atividade física orientada e um plano de dieta equilibrada precisam estar em qualquer proposta de emagrecimento saudável. Encarar o emagrecimento como um evento ou uma fase é uma das principais causas de fracasso das tentativas. O ideal é achar uma rotina que se adeque a sua realidade, sem sacrifícios exagerados, que não possam ser mantidos. Assumir uma rotina de “pessoa magra” é a atitude adequada para eliminar em definitivo a obesidade de seus dias.

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